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radio1Os eventos rock´n roll selaram o ano de 2015 em grande estilo neste fim de semana. Como prova maior de que vale mais a causa do que as “pedras pelo caminho”, o grupo do programa Arariboia Rock News deu a volta por cima e provou que, mesmo sem o incentivo oriundo de entes governamentais ou esfera privada, foi possível realizar um festival neste mês de dezembro. Mas, diferentemente dos anos anteriores, quando o encontro era realizado em clubes ou outros espaços da cidade, o som rolou foi mesmo dentro do estúdio de uma rádio: a Oceânica FM (105,9). E o melhor de tudo: acabaram sendo pioneiros na iniciativa.

Segundo a produtora Noemi Machado, integrante do Arariboia Rock News, a ideia surgiu da necessidade de se realizar o festival, tendo em vista a falta de patrocínios e apoio do Governo e do âmbito privado. Para ela, a ação acabou superando as expectativas.

“Estou muito feliz com o resultado. Provamos que quando se tem garra e dedicação à causa, tudo é possível. Ao perceber que não receberíamos apoio nenhum, nossa equipe se reuniu e o meu colega produtor de nossa equipe, o Guilherme (Carvalho), teve essa ideia. Abraçamos o propósito e fomos em frente”, lembra Noemi.

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E assim transcorreu o festival intitulado Roquenrol Radio. Em pleno domingo de sol forte, músicos e equipe da rádio – que, diga-se de passagem, também pode ser ouvida na web pelo site www.oceanicafm.radio.br – se reuniram nas não muito espaçosas dependências da Oceânica FM, em Itaipu, para levar à casa do público o melhor existente no cenário do rock autoral. Na line-up, o som contou com os músicos das bandas Parola, Indiscipline, Bogotah e Drenna.

Alice, vocalista da Indiscipline, mostrou-se surpresa com a realização do festival. De acordo com ela, a proposta de fazer um show dentro de um estúdio de rádio foi inusitada e irrecusável.

radio2“Não tivemos como recusar. Já tocamos uma vez numa rádio mas foi só uma canção. Agora foi diferente porque fizemos um show e a experiência foi ótima”, aprovou a vocalista.

“Fizemos questão de sair de nossos dias de folga em dezembro para participar do evento. E valeu a pena”, concluiu a colega de banda de Alice, a guitarrista Maria Fernanda Cals.

Para quem perdeu, agora resta esperar 2016. Os organizadores do programa já anteciparam que o festival continua.

“Apesar dos esforços e do cansaço, o resultado final é gratificante. Fomos os primeiros a produzir um festival de música autoral dentro de uma rádio e estamos orgulhosos disto. Não deixaremos a cena rock morrer”, sentencia Noemi Machado.

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