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Estado bate recorde de transplantes de córnea
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Estado bate recorde de transplantes de córnea

Estado bate recorde de transplantes de córnea (Clarice Castro/GERJ)
Estado bate recorde de transplantes de córnea
(Clarice Castro/GERJ)

Iniciativas como a criação do Programa Estadual de Transplantes (PET) e de dois Bancos de Olhos levaram o Rio de Janeiro a mais um feito importante: este ano, pela primeira vez, o estado ultrapassou a marca dos 500 transplantes de córnea. A espera para esse tipo de cirurgia, hoje, é de cerca de um ano e meio. Antes da implantação do PET, em 2010, um paciente esperava em média por dez anos.

– Com esse trabalho sólido, nesses seis anos, temos certeza de que continuaremos avançando com o número de doações e transplantes aqui no estado – disse o coordenador do Programa Estadual de Transplantes, Rodrigo Sarlo.

O transplante é um procedimento ambulatorial, sem necessidade de hospitalização. Mundialmente, o índice de cirurgias bem-sucedidas é alto, podendo chegar a 90%. A córnea pode ser doada tanto nos casos de morte encefálica quanto na morte por parada cardíaca, diferentemente do que ocorre com órgãos como o coração, fígado e rins, que só podem vir de doadores em casos de morte cerebral. Todas as dúvidas ou orientações podem ser respondidas pelo Disque-Transplante: 155.

Outra ação da Secretaria de Saúde é o Doe+Vida. Em funcionamento desde 2015, é uma campanha permanente para incentivar as pessoas a discutirem o tema da doação de órgãos, disponibilizando o site www.doemaisvida.com.br, além do aplicativo (disponível para Android), que permite compartilhar a decisão de ser doador com amigos e familiares nas redes sociais. A campanha é reforçada com a realização de palestras de conscientização em empresas, instituições públicas e privadas e escolas.

Banco de Olhos

Em 2010, foi inaugurado, em Volta Redonda, região Sul Fluminense, o primeiro Banco de Olhos do estado, no Hospital São João Batista. Em 2013, a capital ganhou uma unidade, no Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia (Into), em uma região central que facilita a logística de captação, armazenamento e posterior transplante. Apesar de não ser um centro de referência em oftalmologia, o Into foi escolhido para sediar o banco de olhos devido às suas instalações físicas e à experiência no armazenamento de ossos, tendões e ligamentos.

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