
Uma variante do vírus influenza A (H3N2), conhecida como subclado K ou “gripe K”, ganhou destaque por sua disseminação acelerada em diversos países, levando a Organização Mundial da Saúde (OMS) a emitir alertas oficiais. Apesar do apelido de “super gripe”, não há evidências de maior gravidade clínica em comparação à gripe sazonal comum, mas sua transmissão rápida preocupa autoridades sanitárias.
Origem e propagação internacional
O subclado K surgiu como uma ramificação genética do influenza A (H3N2) e começou a se espalhar rapidamente a partir de agosto de 2025, especialmente na Europa, Ásia, Estados Unidos e Canadá. Na Europa, representa quase metade das amostras sequenciadas, antecipando a temporada de gripe em mais de um mês, enquanto na América do Norte foram registrados milhares de casos de H3N2 no total. A OMS e a OPAS recomendam maior vigilância e vacinação em grupos de risco, como idosos e gestantes, mas negam status de pandemia.
Casos confirmados no Brasil
O Ministério da Saúde confirmou quatro casos da gripe K no país até dezembro de 2025: um importado no Pará, ligado a viagem internacional, e três no Mato Grosso do Sul, em investigação. Esses registros ocorrem após um semestre atípico de H3N2, com aumento de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) no Centro-Oeste e outras regiões, embora não haja padrão epidêmico generalizado na América do Sul. A Fiocruz e o Instituto Adolfo Lutz analisaram as amostras, reforçando a vigilância nacional.
Sintomas e quando procurar ajuda
Os sintomas da gripe K são idênticos aos da gripe comum: febre alta, tosse, dor de garganta, congestão nasal, coriza, dor de cabeça, dores no corpo e mal-estar geral. Em grupos vulneráveis, pode evoluir para complicações graves, como falta de ar, dor no peito ou confusão mental, exigindo atendimento imediato. Especialistas enfatizam que a recuperação ocorre em cerca de uma semana na maioria dos casos, sem necessidade de hospitalização.
Medidas de prevenção e tratamento
A vacina do SUS contra influenza protege contra formas graves do subclado K, e o Ministério da Saúde intensifica campanhas para grupos prioritários, alertando para baixa adesão vacinal. Prevenção inclui higiene das mãos, uso de máscaras em aglomerações e evitar contato com superfícies contaminadas; tratamento envolve repouso, hidratação e antitérmicos, com antivirais sob orientação médica. Autoridades monitoram a situação para a temporada 2026, sem indícios de mutações mais perigosas.